Perguntas Frequentes

PERGUNTAS GERAIS

Os sistemas podem ser térmicos (para aquecimento) ou fotovoltaicos (para energia elétrica). Os sistemas de energia solar térmicos podem ser utilizados principalmente para o aquecimento de água. Já os sistemas de energia solar fotovoltaicos convertem a luz em eletricidade. A energia elétrica gerada pelos sistemas fotovoltaicos pode ser utilizada tanto em locais remotos sem acesso à rede elétrica, através de sistemas autônomos ou isolados (off-grid), como em locais com acesso, através de sistemas conectados à rede (on-grid ou grid-tie).

O sistema fotovoltaico conectado à rede, também conhecido por grid-tie ou on-grid, não acumula energia. Ela é utilizada instantaneamente por sua casa ou empresa ou injetada na rede caso exista uma parcela excedente. Saiba mais em Sistemas Conectados à Rede.

Através do sistema fotovoltaico conectado à rede é possível reduzir a conta de luz participando do sistema de compensação. Esse sistema está regulamentado pela Resolução Normativa da ANEEL 482.

Sim. Através de um sistema autônomo, onde a energia é armazenada em baterias. No entanto, se você tem acesso à rede elétrica isso não é recomendado. O sistema conectado à rede é a melhor opção quando se tem acesso a rede por ser mais eficiente, econômico e ecologicamente correto.

Esse tipo de sistema é recomendado para locais onde não há rede elétrica, como fazendas, zonas rurais e ilhas. Também são utilizados em aplicações como bombeamento de água, eletrificação de cercas, postes de luz, etc. em situações que os equipamentos serão instalados em locais remotos e o meio mais prático e econômico de se obter energia elétrica seja através de sistemas fotovoltaicos.

Sistema de compensação e créditos de energia elétrica

A Resolução Normativa ANEEL nº 482/2012 define o Sistema de Compensação como um arranjo no qual a energia ativa injetada por unidade consumidora com microgeração ou minigeração distribuída é cedida à distribuidora local e posteriormente compensada com o consumo de energia elétrica ativa dessa mesma unidade consumidora ou de outra unidade consumidora de mesma titularidade. Nele, um consumidor de energia elétrica instala pequenos geradores em sua unidade consumidora (como, por exemplo, painéis solares fotovoltaicos e pequenas turbinas eólicas) e a energia gerada é usada para abater o consumo de energia elétrica da unidade.

Quando a geração for maior que o consumo, o saldo positivo de energia poderá ser utilizado para abater o consumo em outro posto tarifário ou na fatura do mês subsequente.

Os créditos de energia gerados continuam válidos por 60 meses. Há ainda a possibilidade de o consumidor utilizar esses créditos em outra unidade.

A regulamentação do tema pela ANEEL engloba a Resolução nº 482/2012 e a Resolução nº 687/2015. Complementarmente, deve ser consultada a Resolução nº 414/2010. Além disso, as distribuidoras têm normas técnicas que podem ser obtidas em 2 seus sites ou junto às agências de atendimento. Em caso de dúvidas, o consumidor pode procurar sua distribuidora local.

Não.  A distribuidora não pode alegar redução da flexibilidade de operação para impedir a conexão de um agente de geração. Quando da conexão de unidades de geração distribuída ao sistema, cabe à distribuidora, na qualidade de responsável por garantir a prestação dos serviços públicos de distribuição de energia elétrica com qualidade e confiabilidade, encontrar soluções técnica e economicamente mais razoáveis para conexão dos geradores e atendimento eficiente aos demais consumidores.

O sistema de compensação de energia tem seu modo de faturamento estabelecido no art. 7º da Resolução Normativa nº 482/2012, que determina a seguinte utilização:

  1. A energia ativa gerada em determinado posto horário deve ser utilizada para compensar a energia ativa consumida nesse mesmo período.
  2. Havendo excedente, os créditos de energia ativa devem ser utilizados para compensar o consumo em outro posto horário, na mesma unidade consumidora e no mesmo ciclo de faturamento.
  3. Restando créditos, o excedente deve ser utilizado para abater o consumo de energia ativa em outra unidade consumidora escolhida pelo consumidor, no mesmo posto horário em que a energia foi gerada e no mesmo ciclo de faturamento.
  4. O eventual excedente após aplicação do item anterior deve ser utilizado para abater o consumo da unidade consumidora escolhida pelo consumidor e referenciada no item 3, no mesmo ciclo de faturamento, mas em outro posto horário.
  5. Caso ainda haja excedente, o processo descrito nos itens 3 e 4 deve ser repetido para as demais unidades consumidoras cadastradas previamente pelo consumidor, obedecida a ordem de prioridade escolhida por ele.
  6. Após aplicação do item 5, até o esgotamento das unidades consumidoras cadastradas, caso ainda existam créditos de energia ativa, o procedimento descrito nos itens 1 a 5 deve ser repetido nessa ordem para os ciclos de faturamento posteriores, obedecido o limite de 36 meses de validade dos créditos.

Dimensionamento, instalação e manutenção

Cada projeto tem particularidades, mas os dados principais para um dimensionamento preliminar são:

Sistemas conectados à rede (grid-tie ou on-grid):

  • Consumo Mensal em kWh
  • Tensão (110V, 220V, etc.) e tipo de sistema (mono, bi ou trifásico)
  • Local da instalação (Cidade/UF)

Sistemas autônomos ou isolados (off-grid):

  • Lista de equipamentos e respectivas potências (W), horas de uso diárias (h), tensão de funcionamento dos equipamentos (24V, 110V, 220V, etc.)
  • Autonomia em dias (número de dias que o sistema deve funcionar sem sol)

Clique aqui para enviar suas informações e receber gratuitamente o dimensionamento de seu sistema de geração fotovoltaico.

A instalação do sistema varia de acordo com seu tamanho. Em geral, o tempo de instalação dura de 3 a 10 dias para sistemas residenciais e comerciais. Para sistemas conectados à rede, o procedimento com a concessionária de energia, desde a solicitação do parecer de acesso até a liberação do ponto de conexão demora 60 dias. Veja o passo a passo para implementação do sistema em sua residência ou empresa.

  • Painéis solares fotovoltaicos: transformam a luz solar em energia elétrica
  • Inversores: transformam a corrente contínua (CC) gerada pelos painéis em corrente alternada (CA). Em sistemas conectados à rede sincronizam o sistema com a rede.
  • Estruturas de fixação: dão suporte para os painéis fotovoltaicos.
  • Outros equipamentos: além dos equipamentos citados, são necessários cabos de aterramento, sistemas de proteção CC e CA, caixas de junção e outros acessórios.

Essa resposta depende de diversas variáveis, principalmente do tipo de painel escolhido, a quantidade de energia a ser gerada e a região geográfica onde o sistema será instalado. Por exemplo: uma residência ou empresa com consumo de 500 kWh/mês utilizará de 10 a 16 painéis de 250W para gerar 100% do seu consumo.

Também irá depender do tamanho do sistema e do arranjo dos painéis. Nos arranjos mais convencionais para cada quilowatt-pico (kWp) são necessários cerca de 7m2 de área.

Existem diversos modelos de tamanhos e pesos diferentes para cada aplicação. Os mais convencionais utilizados em sistemas conectados à rede tem área entre 1,6 e 2,0m2, profundidade de 35mm e pesam entre 18 kg e 22 kg.

Sim. Tipicamente, este valor fica entre 12 e 24 kg/m2, suportado pela maioria dos telhados. No entanto, é recomendado checar antes com um engenheiro estrutural ou arquiteto.

Sim. Os principais equipamentos como módulos, estruturas de fixação, inversores, cabos e sistemas de proteção podem ser removidos e instalados no novo local. No entanto, para sistemas conectados à rede um novo projeto deverá ser submetido a concessionária de distribuição.

O sistema fotovoltaico tem a vida útil de 30 a 40 anos. Os principais fabricantes de painéis fotovoltaicos têm garantia de 25 anos de performance de até 80% da potência nominal. Os inversores têm garantia de 5 a 10 anos e vida útil de até 15 anos e podem ser substituídos.

Os sistemas fotovoltaicos têm baixíssima manutenção. Deve-se remover a poeira dos painéis cerca de duas vezes por ano com um pano úmido. No entanto, na maioria das instalações os painéis ficam inclinados e a própria chuva realiza a limpeza.

Não. Toda fiação existente da sua instalação é mantida, bem como a laje ou telhado para fixação dos painéis. Raramente é necessária alguma adaptação na infraestrutura civil.

Sustentabilidade

A geração de energia fotovoltaica ocorre através da interação entre a radiação solar e o silício dos módulos. A radiação solar é uma fonte de energia inesgotável e abundante. O silício é o segundo elemento mais encontrado no planeta. Logo, trata-se de uma fonte sustentável e renovável de energia.

Não. O processo de geração de energia é totalmente silencioso.

Não. Nenhum resíduo é gerado. Por esse motivo também a energia fotovoltaica é considerada limpa.

Economia

Dependerá do tamanho do sistema e dos equipamentos selecionados. Em geral, um sistema conectado à rede, com montagem e instalação, custa entre 5 mil e 10 mil R$/kWp.

Sim. Em comparação com aplicações financeiras tradicionais como poupança e CDB, a economia em energia pode atingir duas vezes o rendimento dessas aplicações. Já o tempo de retorno do investimento varia entre 4 a 6 anos, valor baixo considerando a vida útil do sistema, que dura de 30 a 40 anos.

Sim. As principais instituições financeiras públicas e privadas possuem linhas de crédito com taxas diferenciadas, voltadas a projetos de sustentabilidade, que inclui geração solar fotovoltaica.

A opção com menor custo financeiro é o consórcio. Hoje já é possível adquirir um sistema fotovoltaico por meio de cartas de crédito.

As empresas ainda contam com linhas de crédito para investimentos como Proger e Cartão BNDES, além ainda dos Bancos de Fomento.

Quer ajuda para reduzir seus custos de energia?